Joelison Fernandes da Silva, conhecido como Ninão e reconhecido como o homem mais alto do Brasil com 2,37 metros, voltou a caminhar aos 41 anos. O paraibano passou os últimos dez anos dependendo de cadeira de rodas em decorrência do gigantismo.
A trajetória de crescimento acelerado começou cedo: aos 10 anos ele já media 1,70 metro, a mesma altura do pai, e aos 14 anos atingiu 1,96 metro. O gigantismo, condição rara causada por excesso de hormônio de crescimento, impôs limitações progressivas às articulações e à coluna, tornando a locomoção impossível sem apoio.
A virada veio com o desenvolvimento de próteses ortopédicas sob medida, projetadas para suportar o peso e a biomecânica única de seu corpo. Segundo reportagem do G1, a tecnologia assistiva permitiu que ele desse os primeiros passos independentes em uma década, marco comemorado pela equipe médica e pela família.
Casos de gigantismo com essa estatura são extremamente raros no mundo e exigem abordagem multidisciplinar que envolve endocrinologia, ortopedia e engenharia de reabilitação. A experiência de Ninão contribui para protocolos futuros de atendimento a pacientes com condições semelhantes.
A recuperação da mobilidade representa ganho direto de autonomia para atividades cotidianas e qualidade de vida, além de demonstrar o avanço da ortopedia personalizada no país.
A história de Ninão ilustra como a inovação tecnológica aplicada à saúde pode transformar prognósticos antes considerados irreversíveis.