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Brasil

Mitomania: transtorno de mentir compulsivamente e como buscar tratamento em Goiânia

Condição reconhecida pelo DSM-5 pode causar prejuízos sérios; na capital goiana, rede de saúde mental enfrenta demanda e estigma.

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Redação Biscoitei
04 de abril de 2026, 03:51 2 min de leitura
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Mitomania: transtorno de mentir compulsivamente e como buscar tratamento em Goiânia

A mitomania, ou transtorno mitomaníaco, é reconhecida pelo Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5) como um distúrbio de personalidade caracterizado por mentiras frequentes e persistentes que fogem ao controle voluntário. Pesquisas indicam que o problema causa prejuízos significativos em relacionamentos, ambiente de trabalho e questões legais. Em Goiânia, a oferta de diagnóstico e tratamento na rede pública e privada ainda enfrenta desafios como o estigma e a falta de profissionais especializados.

A mitomania se distingue das mentiras ocasionais por um padrão crônico e compulsivo, onde o indivíduo inventa histórias complexas e frequentemente acredita nelas. Um estudo publicado na revista Current Psychology e conduzido por pesquisadores da Texas Woman’s University e da Angelo State University revelou que, embora a maioria das pessoas mente raramente, um pequeno grupo concentra a maior parte das mentiras relatadas. Nesses casos, o ato de mentir torna-se frequente, persistente e além do controle voluntário, configurando um transtorno de personalidade.

Segundo o G1, que apurou o tema com especialistas, a condição pode gerar consequências graves, como desgaste de relações pessoais, demissões no trabalho e até envolvimento em questões jurídicas. A dificuldade em diferenciar realidade de ficção, um dos critérios do DSM-5, complica ainda mais o diagnóstico e o tratamento. Além disso, o tabu em torno da saúde mental contribui para a subnotificação e a demora na busca por ajuda.

Historicamente, a mitomania já foi vista como fraqueza moral ou simples hábito de enganar. Com o avanço da psiquiatria, passou a ser reconhecida como um transtorno de personalidade, com critérios específicos que incluem fantasia excessiva e necessidade de chamar atenção. A inclusão no DSM-5 trouxe maior legitimidade científica, mas também exigiu que os sistemas de saúde se preparassem para acolher esses pacientes.

Conforme apurou o G1, em Goiânia, a rede de saúde mental pública oferece atendimento psicoterápico em unidades como os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), mas a demanda supera a oferta. O Conselho Regional de Psicologia de Goiás (CRP-GO) alerta para a carência de profissionais especializados em transtornos de personalidade, o que pode postergar diagnósticos precisos. Na rede privada, o acesso é limitado pelo custo das sessões, e o estigma social ainda impede que muitos pacientes procurem ajuda voluntariamente.

Diante disso, especialistas reforçam a necessidade de ampliar a capacitação de psicólogos e psiquiatras em Goiânia, além de campanhas que desmistifiquem a mitomania, para que o tratamento chegue mais rápido a quem precisa.

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