A dançarina Lore Improta passou por cirurgia para retirar próteses de silicone e corrigir hérnia umbilical, diástase abdominal e cicatriz de cesárea. No mesmo procedimento, a gordura removida foi utilizada para preenchimento facial por meio de lipoenxertia, técnica que reaproveita tecido adiposo da própria paciente.
O cirurgião Thiago Paoliello, responsável pela operação, explicou que a lipoenxertia permite usar a gordura da paciente como material de preenchimento natural, reduzindo riscos de rejeição. A técnica vem ganhando espaço entre celebridades que buscam alternativas a substâncias sintéticas para rejuvenescimento facial.
Segundo reportagem do Globo, a artista realizou os procedimentos combinados em uma única intervenção cirúrgica. A abordagem simultânea evita múltiplas recuperações e aproveita o tecido que seria descartado na lipoaspiração associada à correção abdominal.
O uso de gordura autóloga — do próprio corpo — difere de preenchedores industrializados por ser material biológico da paciente. Especialistas apontam que a taxa de integração do enxerto varia conforme a técnica de processamento e a área receptora, o que exige avaliação individualizada.
A procura por lipoenxertia facial cresceu nos últimos anos impulsionada por divulgação em redes sociais e por resultados de longa duração quando comparados a alguns preenchedores absorvíveis. O custo do procedimento, no entanto, permanece elevado e restringe o acesso a parcelas da população.
A combinação de correções funcionais e estéticas em uma só cirurgia ilustra tendência de procedimentos integrados, enquanto o debate sobre padrões de beleza e acesso a técnicas avançadas segue em aberto.