O Departamento de Justiça dos Estados Unidos entrou com pedido de liminar na sexta-feira (30) para impedir que o Alasca oficialize o resultado da disputa pelo Senado caso o republicano Dan Sullivan seja derrotado. A ação cita a presença na cédula de outro candidato com nome quase idêntico, o que poderia induzir eleitores a erro.
O pedido judicial foi protocolado em tribunal federal do Alasca e argumenta que a semelhança entre os nomes na cédula compromete a integridade do processo eleitoral. A iniciativa partiu da divisão de direitos civis do Departamento de Justiça, que atua na fiscalização de práticas que possam dificultar o voto.
Segundo reportagem do G1, a medida ocorre em meio a uma disputa acirrada pela cadeira de Sullivan, que busca a reeleição com apoio do ex-presidente Donald Trump. A presença de um concorrente com nome parecido levantou suspeitas de estratégia deliberada para dividir votos.
O sistema eleitoral do Alasca utiliza voto por ordem de preferência, o que torna a identificação clara dos candidatos ainda mais relevante. Especialistas ouvidos pela imprensa americana divergem sobre se a liminar deve prosperar, dado o estágio avançado da contagem.
Em paralelo, o papa Leão XIV votou por correspondência nas eleições legislativas de meio de mandato, tornando-se o primeiro pontífice a participar de uma votação nos Estados Unidos. O Vaticano confirmou o envio da cédula, mas não divulgou o conteúdo do voto.
A intervenção federal em uma eleição estadual reacende o debate sobre os limites da atuação do Departamento de Justiça em processos locais e a vulnerabilidade de cédulas com nomes semelhantes.