A Guarda Revolucionária do Irã declarou em 9 de abril de 2025 ter atacado dez embarcações no Estreito de Ormuz, entre elas dois navios dos Estados Unidos e oito petroleiros, como resposta ao que classificou como ofensiva americana contra cinco petroleiros iranianos.
O anúncio foi feito por meio de comunicado oficial e acompanhado de imagens que mostram um petroleiro com avarias severas, inclinado e começando a submergir. A área, segundo o Irã, foi declarada proibida e insegura para navegação após o episódio.
Segundo reportagem do G1, os Estados Unidos não confirmaram nem negaram ter afundado embarcações iranianas até a divulgação do balanço iraniano. O Pentágono limitou-se a dizer que monitorava a situação e que a liberdade de navegação na região é prioridade estratégica.
O Estreito de Ormuz responde por cerca de 20% do petróleo transportado por mar no mundo. Qualquer interrupção prolongada no tráfego costuma pressionar as cotações internacionais do barril, com reflexo direto no preço dos combustíveis em mercados importadores.
Analistas ouvidos pelas agências internacionais avaliam que a escalada aumenta o risco de confrontos diretos entre forças navais das duas potências no Golfo Pérsico, rota essencial para o abastecimento energético global.
O episódio reforça a volatilidade de uma região onde incidentes marítimos podem desencadear crises de abastecimento com alcance mundial.