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Brasil

Indústria pede acordo e governo adia reciprocidade tarifária

Lula descarta tarifaço; senador Flávio Bolsonaro repercute crítica de autoridade dos EUA

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Redação Biscoitei
20 de julho de 2026, 16:00 2 min de leitura
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Indústria pede acordo e governo adia reciprocidade tarifária
Foto: Reprodução/cnnbrasil.com.br

O setor industrial formalizou pedido de acordo comercial ao governo federal, mas a gestão Luiz Inácio Lula da Silva condicionou qualquer medida de reciprocidade tarifária a um "momento adequado". O presidente afirmou não haver justificativa para elevação de tarifas, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) amplificou publicação de integrante do governo norte-americano com críticas ao mandatário brasileiro.

Entidades representativas da indústria entregaram ao Executivo proposta para destravar negociações comerciais pendentes, argumentando que a ausência de regras claras gera insegurança para investimentos. A resposta do Palácio do Planalto, segundo reportagem do CNN Brasil, foi de que a reciprocidade será avaliada conforme o cenário internacional, sem prazo definido.

Em declaração pública, Lula classificou como infundada a hipótese de um "tarifaço" e defendeu a manutenção do diálogo com parceiros comerciais. A fala ocorre em meio a pressões de setores exportadores por previsibilidade nas regras de acesso a mercados externos.

O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência, compartilhou em redes sociais postagem do secretário de Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick, que questionava a política comercial brasileira. A movimentação insere o tema tarifário no debate eleitoral antecipado.

A indefinição sobre tarifas de importação e eventuais retaliações afeta diretamente cadeias exportadoras dependentes de acesso a mercados como China, União Europeia e Estados Unidos. Soja, carnes e produtos manufaturados figuram entre os itens mais sensíveis a mudanças de regime comercial.

O impasse entre demanda industrial por previsibilidade e a cautela do governo mantém o setor exportador em compasso de espera, com reflexos potenciais sobre decisões de plantio, abate e investimento industrial nos próximos meses.

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