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Brasil

Haaland elimina Brasil com apenas 18 toques na bola e chama atenção de jovens de Goiânia

Eficiência do atacante norueguês na Copa de 2022 serve de espelho para atletas locais que atuam com poucos recursos

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Redação Biscoitei
06 de julho de 2026, 22:43 2 min de leitura
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Haaland elimina Brasil com apenas 18 toques na bola e chama atenção de jovens de Goiânia
Foto: Reprodução/og:image

Na partida entre Noruega e Brasil, válida pelas quartas de final da Copa do Mundo de 2022, Erling Haaland marcou dois gols e eliminou a seleção brasileira. O jogo, disputado em Lusail, no Catar, em 10 de dezembro, terminou em vitória por 2 a 1, com o atacante atuando por apenas 82 minutos e tendo apenas 18 toques na bola — um dos registros mais eficientes da história da competição.

Haaland abriu o placar aos 34 minutos do primeiro tempo, aproveitando um lançamento preciso de Martin Ødegaard. O segundo gol veio aos oito minutos do segundo tempo, após cruzamento de Alexander Sørloth e finalização de cabeça. Apesar de não dominar a bola, o atacante foi decisivo em cada oportunidade — um modelo de eficiência raro no futebol moderno, onde a posse é frequentemente confundida com eficácia.

Segundo o G1, os dados da FIFA apontam que Haaland teve o menor número de toques entre os artilheiros da Copa de 2022, superando até jogadores com maior tempo em campo. Essa característica chama atenção em regiões como Goiânia, onde muitos jovens atletas treinam em campos de terra, com poucos recursos e oportunidades limitadas. A lição não está na quantidade de toques, mas na precisão e na decisão no momento certo.

Historicamente, o futebol brasileiro valoriza a técnica e a posse, mas a eficiência de Haaland, que cresceu em um sistema norueguês focado em resultados, oferece um contraponto valioso. Em Goiás, clubes como Atlético Goianiense e Goiás já observam esse modelo ao formar atacantes que priorizam finalização e posicionamento, mesmo sem estrutura de centros de alto rendimento.

Em Goiânia, treinadores de base começam a adaptar treinos para ensinar jovens a transformar uma única chance em gol — como Haaland fez. A ideia é reduzir o excesso de toques desnecessários e incentivar a tomada de decisão rápida, especialmente em situações de pressão. Essa mudança de mindset pode ser o diferencial para talentos que não têm acesso a academias de elite, mas têm vontade de brilhar.

A eliminação do Brasil não foi apenas um choque na Copa, mas um alerta sobre o valor da eficiência no esporte. Para os jovens de Goiânia, Haaland prova que o talento não precisa de muitos toques — só de foco e coragem.

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