O Goiás Esporte Clube dá passo decisivo para transformar sua estrutura administrativa. A diretoria colocou em votação, para o dia 14, a reformulação do estatuto que abre caminho à constituição de uma Sociedade Anônima do Futebol.
A proposta redesenha a governança do clube esmeraldino, separando a gestão do futebol da administração social. Segundo reportagem do Tribuna do Planalto, o texto prevê regras de transparência, controle de endividamento e profissionalização de cargos estratégicos — pontos que vêm sendo cobrados por conselheiros e torcedores nos últimos anos.
A mudança ocorre após temporadas marcadas por instabilidade orçamentária e queda para a Série B. A expectativa da diretoria é que o novo modelo atraia investidores com segurança jurídica, permitindo aporte de capital sem que o clube perca sua identidade associativa.
Clubes como Botafogo, Cruzeiro e Bahia já trilharam caminho semelhante e colheram resultados esportivos e financeiros nos primeiros ciclos. O Goiás aposta que a adaptação ao modelo SAF, com as particularidades de seu estatuto, pode acelerar a reconstrução do elenco e a modernização da infraestrutura da Serrinha.
A votação do dia 14 exige quórum qualificado de conselheiros. Se aprovada, as próximas etapas incluem a formatação do termo de adesão, avaliação de ativos e passivos, e a busca por parceiros estratégicos — processo que costuma levar de seis a doze meses até a efetivação da SAF.
A reforma estatutária representa a aposta mais concreta do Goiás para sair do ciclo de endividamento e voltar a figurar entre os protagonistas do futebol nacional.