Goiânia celebra 93 anos de fundação neste sábado com perfil econômico bem diferente do projetado na inauguração. A capital planejada para abrigar menos de 50 mil moradores com função político-administrativa atingiu 1,5 milhão de habitantes, segundo estimativa do IBGE, e consolidou-se como polo industrial e imobiliário do Centro-Oeste.
O traçado original, desenhado para ser sede do governo estadual, previa ruas largas e bairros residenciais organizados em setores. Com o passar das décadas, a vocação administrativa cedeu espaço à instalação de fábricas, centros logísticos e incorporadoras que transformaram a malha urbana.
Segundo reportagem do G1, a diversificação produtiva acelerou a partir dos anos 1970 com a chegada de indústrias alimentícias, farmacêuticas e de autopeças. Hoje, o parque industrial goianiense responde por parcela significativa do PIB estadual e emprega dezenas de milhares de trabalhadores formais.
O mercado imobiliário acompanhou o ritmo: bairros planejados de alto padrão, condomínios verticais e loteamentos populares expandiram os limites da cidade. Dados da prefeitura indicam que o setor da construção civil mantém taxa de crescimento acima da média nacional nos últimos cinco anos.
A transformação também reflete na infraestrutura. Novos eixos viários, terminais de integração e a ampliação do aeroporto foram viabilizados pela arrecadação gerada pela atividade econômica, criando ciclo de investimento que atrai mais empresas e moradores.
A trajetória de Goiânia mostra como uma capital administrativa pode se reinventar como motor econômico regional, equilibrando a função política original com a geração de emprego e renda para uma população 30 vezes maior que a prevista.