A coordenadora de fisioterapia da Uninassau, Emanuele Paiva, listou hábitos simples que ajudam estudantes a prevenir dores musculares causadas por longas jornadas de estudo para o Exame Nacional do Ensino Médio. As queixas mais frequentes envolvem cervical, lombar e membros superiores, associadas ao tempo prolongado em posições inadequadas.
Segundo reportagem do G1, a profissional destaca que a organização do ambiente de estudos faz diferença imediata: a tela do computador deve ficar na altura dos olhos, os pés apoiados no chão e os cotovelos formando ângulo de 90 graus sobre a mesa. Pequenos intervalos a cada 50 minutos, com alongamentos de pescoço, ombros e punhos, reduzem a tensão acumulada.
Em Goiânia, onde a Uninassau mantém campus e a rede de cursinhos presenciais costuma intensificar aulas no segundo semestre, a adaptação da rotina ganha peso prático. Estudantes que alternam entre aulas presenciais e revisão em casa podem aplicar as pausas ativas nos deslocamentos ou nos intervalos entre disciplinas, sem precisar de equipamentos extras.
O Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional reforça que dores persistentes não devem ser ignoradas: se o desconforto ultrapassa uma semana ou irradia para braços e pernas, a avaliação profissional evita agravamentos que comprometam o rendimento nas provas.
A Secretaria de Estado da Educação de Goiás (Seduc-GO) divulga calendário oficial e dicas de organização no portal do aluno, mas não detalha orientações ergonômicas. A inclusão de cuidados físicos no planejamento de estudos costuma ficar a cargo de cada família ou escola.
Ajustes posturais e pausas regulares são medidas de baixo custo e alto impacto para quem enfrenta maratonas de revisão. Incorporá-las à rotina preserva a saúde e mantém o foco até o dia da prova.