A economia do Segundo Reinado (1840-1889) é um dos pilares da prova de História do Enem, exigindo domínio de temas como cafeicultura, trabalho escravo e imigração. O professor Sandro, do Colégio Nacional, detalha os eixos centrais para o exame.
A expansão da cafeicultura foi o motor econômico do Brasil imperial, transformando o país no maior exportador mundial do grão durante o período que vai de 1840 a 1889. Segundo reportagem do G1, o cultivo impulsionou o desenvolvimento de rotas de escoamento e concentrou a posse da terra em poucos grupos econômicos, moldando a estrutura social da época.
As relações de trabalho escravista formaram a base da produção cafeeira, mas o período também viu o surgimento de fluxos migratórios assistidos. A imigração europeia e japonesa começou a ganhar espaço como alternativa ao trabalho forçado, embora as condições ainda fossem precárias e a transição econômica gerasse resistências nas elites tradicionais.
O acesso à terra tornou-se um ponto de disputa central, pois o latifúndio dominante determinava quem podia produzir e comercializar. Para o Enem, é essencial conectar esses fatores ao declínio do poder imperial e ao surgimento da República em 1889, ano que marca o fim do período e mudanças profundas no ordenamento econômico nacional.
Domínio desses temas ajuda o estudante a interpretar questões que ligam o passado imperial ao presente, exigindo análise de causa e efeito nas provas do Exame Nacional do Ensino Médio.