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Goiânia

Candidatos em Goiás ignoram ensino médio nas propostas de campanha

Análise de programas eleitorais mostra ausência de planos concretos para etapa que concentra maior desigualdade no acesso à universidade

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Redação Biscoitei
13 de setembro de 2026, 11:00 2 min de leitura
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Candidatos em Goiás ignoram ensino médio nas propostas de campanha
Foto: Reprodução/dm.com.br

Candidatos a cargos eletivos em Goiás não incluem propostas estruturadas para o ensino médio em seus programas de campanha. A omissão ocorre enquanto dados oficiais mostram que a conclusão dessa etapa e o ingresso no ensino superior seguem concentrados entre estudantes de maior renda.

Levantamento feito a partir dos planos de governo registrados no Tribunal Superior Eleitoral revela que a maioria das candidaturas ao governo estadual, ao Senado e à Câmara dos Deputados por Goiás trata a educação em termos genéricos, sem metas específicas para a rede estadual de ensino médio. Segundo reportagem do Diário da Manhã, temas como ampliação do tempo integral, formação docente e conexão com o mercado de trabalho aparecem apenas em menções superficiais.

Dados do IBGE e do Ministério da Educação indicam que, em Goiás, a taxa de conclusão do ensino médio na idade adequada permanece abaixo da média nacional. Estudantes de famílias com renda superior a cinco salários mínimos têm probabilidade três vezes maior de finalizar a etapa, frequentar cursinho preparatório e ingressar em universidade pública do que aqueles de famílias com renda de até um salário mínimo.

O Tribunal de Contas da União apontou, em relatório recente, que a rede estadual goiana enfrenta déficit de professores habilitados nas áreas de matemática, física e química — disciplinas centrais para o novo currículo do ensino médio. A carência atinge sobretudo escolas do interior e da região metropolitana de Goiânia, onde se concentra a demanda por vagas em cursos preparatórios privados.

No Senado Federal, tramita projeto que prevê fundo nacional para equalizar a oferta de ensino médio integral, mas a matéria não avançou nas comissões. Especialistas ouvidos pela reportagem avaliam que a ausência do tema nas campanhas reflete a baixa pressão do eleitorado por políticas educacionais de longo prazo, o que tende a manter o quadro de desigualdade nos próximos anos.

Sem propostas concretas nos programas de governo, a definição de prioridades para o ensino médio goiano ficará a cargo da próxima gestão estadual, sem compromisso público prévio dos eleitos.

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