Em 2025, o Brasil registrou 26 assassinatos de ativistas ambientais, o dobro do número de 2024, segundo o relatório anual da Global Witness. Das vítimas, 11 eram pequenos agricultores e sete eram indígenas. O levantamento aponta aumento da violência contra quem resiste a invasões de terras e florestas.
O relatório 'Collectiv', publicado pela organização Global Witness, reúne dados de casos de violência contra defensores do meio ambiente em todo o mundo. Segundo o documento, o Brasil ocupou a segunda posição no ranking global de países com mais assassinatos de ativistas em 2025. O número de 26 mortes representa um aumento de 100% em relação aos 13 casos registrados em 2024.
Das vítimas contabilizadas no relatório, 11 eram pequenos agricultores e sete eram indígenas, segundo o levantamento da Global Witness. A maior parte dos crimes ocorreu em contextos de resistência a invasões de terras, desmatamento ilegal e grilhagem de territórios. Segundo reportagem do G1, os dados mostram que a violência se concentra em regiões onde há pressão por expansão agrícola e madeireira.
Especialistas apontam que o aumento da letalidade exige medidas urgentes de proteção a líderes comunitários e fiscalização mais rigorosa de conflitos fundiários. O relatório recomenda que governos adotem políticas de reconhecimento de territórios indígenas e de apoio à agricultura familiar. Enquanto isso, organizações da sociedade civil seguem documentando casos e pressionando por responsabilização dos responsáveis.
Os números revelam uma crise de segurança para quem defende o meio ambiente no Brasil e sinalizam a necessidade de ações concretas para impedir novos ataques. Monitorar esses indicadores é essencial para orientar políticas públicas e garantir a segurança dos ativistas.