Reportagem do gshow detalha o axilismo, fetiche caracterizado pela atração visual, tátil ou olfativa pelas axilas. O conteúdo traz a análise da psicóloga e sexóloga Michelle Sampaio, diretora da Associação Brasileira de Estudos em Medicina e Saúde Sexual.
O axilismo pode se manifestar de diferentes formas: pelo cheiro natural da pele, pela textura dos pelos ou pela aparência da região. Segundo reportagem do Globo, a especialista explica que a excitação pode envolver lamber, cheirar, beijar ou apenas observar as axilas do parceiro ou da parceira.
Michelle Sampaio ressalta que fetiches fazem parte da sexualidade humana e não indicam patologia quando há consentimento mútuo e não causam sofrimento. A sexóloga orienta que a comunicação aberta sobre desejos fortalece a intimidade e evita mal-entendidos na relação.
O tema ainda carrega estigma por fugir do padrão genital centrado na penetração. A reportagem contextualiza que a diversidade de zonas erógenas é ampla e que axilas, pés, orelhas e pescoço podem concentrar sensibilidade erótica para muitas pessoas.
Entender o próprio corpo e o do parceiro permite expandir o repertório sexual sem culpa. Quando o fetiche vira exigência rígida ou impede a excitação sem aquele estímulo específico, a procura por um sexólogo ajuda a avaliar se há compulsão ou apenas preferência.
A informação qualificada sobre fetiches reduz vergonhas desnecessárias e amplia a liberdade sexual consentida.