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Brasil

Alopecia areata: custo alto e falta de acesso em Goiás preocupam pacientes

Mãe de Lucas Lucco revelou retorno da doença; em Goiânia, pacientes relatam dificuldade para ter tratamento pelo SUS

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Redação Biscoitei
10 de julho de 2026, 07:35 2 min de leitura
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Alopecia areata: custo alto e falta de acesso em Goiás preocupam pacientes
Foto: Reprodução/og:image

A alopecia areata, doença autoimune que causa perda patchy de cabelo, voltou a afetar Karina Lucco, mãe do cantor Lucas Lucco, em maio de 2024. Apesar da visibilidade dada pela família do artista, muitas mulheres em Goiás enfrentam a condição sem acesso a tratamentos eficazes ou suporte psicológico, mesmo com 2% da população brasileira afetada.

A doença, que não tem cura definitiva, é desencadeada por fatores como estresse, genética e agentes ambientais. Os tratamentos mais eficazes incluem corticoides tópicos, injeções intradérmicas e terapias imunomoduladoras, cujos custos mensais em clínicas privadas podem ultrapassar R$ 2.000, segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia. Para muitas famílias, esse valor é inviável, especialmente em estados com menor cobertura de planos de saúde.

Segundo o G1, Karina Lucco compartilhou em vídeo seu retorno à doença após meses de recuperação, destacando o impacto emocional da perda capilar. A revelação trouxe atenção nacional ao tema, mas também expôs a desigualdade no acesso ao tratamento. Enquanto celebridades podem arcar com custos privados, pacientes em Goiás relatam longas filas e falta de medicamentos nos postos de saúde.

A Sociedade Brasileira de Dermatologia aponta que 80% dos pacientes com alopecia areata sofrem com ansiedade, depressão ou baixa autoestima — impactos que raramente são atendidos pelo sistema público. Em Goiânia, não há centro especializado exclusivo para alopecia areata, e os casos são tratados de forma genérica em dermatologias de hospitais públicos, sem acompanhamento psicológico rotineiro.

Apesar da alta prevalência da doença — cerca de 400 mil brasileiros —, o Ministério da Saúde não inclui os medicamentos mais modernos no rol de procedimentos obrigatórios do SUS. Em Goiás, pacientes relatam que, mesmo quando o diagnóstico é confirmado, a espera por injeções ou encaminhamentos pode levar meses, e muitos desistem por falta de recursos ou apoio.

A visibilidade dada por Karina Lucco é um passo importante, mas sem políticas públicas mais robustas e acesso equitativo, a alopecia areata continua sendo uma doença invisível para a maioria das mulheres em Goiás.

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