O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) criticou o pré-candidato à Presidência Renan Santos (Missão) por não ter experiência em gestão pública, em entrevista divulgada em 6 de abril de 2025. Zema afirmou que o empresário 'sai dando tiro como metralhadora', prometendo soluções sem base administrativa, em um momento de acirramento da disputa entre pré-candidatos de centro e direita.
Zema, que governou Minas Gerais por dois mandatos e é pré-candidato à Presidência, destacou que a gestão eficiente exige conhecimento prático de políticas públicas, algo que, segundo ele, Renan Santos não possui. O ex-governador comparou a abordagem do fundador do partido Missão a uma campanha baseada em promessas vazias, sem estrutura para implementação.
Segundo o G1, Renan Santos é empresário sem histórico de cargos eletivos ou administrativos públicos, o que torna sua candidatura atípica no cenário político brasileiro. Apesar da ausência de experiência institucional, ele ganha espaço nas redes sociais e atrai eleitores descontentes com os partidos tradicionais, conforme apurou o G1.
A crítica de Zema reflete uma tensão crescente dentro da direita brasileira, onde partidos emergentes como o Missão disputam eleitores que buscam alternativas fora do PT e do PSDB. De acordo com o G1, essa disputa se dá especialmente entre os votos de protesto, que tendem a valorizar discursos anti-sistema, mas que também exigem credibilidade na capacidade de governar.
Em Goiás, onde cidades como Anápolis e Rio Verde enfrentam desafios de gestão urbana e fiscal, a ausência de experiência pública pode ser vista como um ponto fraco por eleitores que priorizam resultados concretos. A crítica de Zema ressoa entre os goianienses que já vivenciaram administrações mal-sucedidas e cobram competência técnica, não apenas entusiasmo político.
A disputa entre Zema e Renan Santos evidencia uma escolha fundamental para eleitores de centro e direita: entre a experiência administrativa e a promessa de renovação. A capacidade de governar, mais do que a popularidade nas redes, pode ser o critério decisivo em 2026.