Em Goiânia, enfermeiros enfrentam um cenário preocupante de violência no trabalho, segundo relatos de sindicatos locais, apesar da ausência de dados oficiais. A situação reflete o que foi constatado em São Paulo, onde 80,3% dos enfermeiros relataram agressões, conforme pesquisa do Coren-SP.
Enquanto em São Paulo a discussão sobre medidas de proteção avança, como a instalação de câmeras de segurança e botões de pânico, em Goiânia, as ações são limitadas a iniciativas gerais de segurança, sem foco específico nos profissionais de saúde. A falta de estatísticas em Goiás impede uma análise comparativa com outros estados, mas os relatos indicam que a violência é uma realidade também na região.
O Conselho Regional de Enfermagem de Goiás (Coren-GO) reconhece a gravidade do problema, mas aponta a falta de recursos para realizar um levantamento abrangente. Segundo o G1, a ausência de dados dificulta a formulação de políticas públicas eficazes para proteger os enfermeiros locais.
Especialistas alertam que a invisibilidade do problema em Goiás pode mascarar sua verdadeira dimensão, deixando os profissionais vulneráveis. Em São Paulo, a pesquisa do Coren-SP revelou que as agressões ocorrem principalmente em unidades de urgência e emergência, com pacientes e familiares como principais agressores.
Para enfrentar o desafio, é crucial que as autoridades em Goiás priorizem a coleta de dados e a implementação de políticas específicas, garantindo a segurança dos enfermeiros e a qualidade do atendimento à população.