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Brasil

Vendaval no Rio de Janeiro supera 100 km/h e expõe falha na previsão de rajadas extremas

Meteorologistas investigam por que modelos não emitiram alerta antes do fenômeno que causou mortes e danos na quarta-feira

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Redação Biscoitei
31 de julho de 2026, 09:30 2 min de leitura
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Vendaval no Rio de Janeiro supera 100 km/h e expõe falha na previsão de rajadas extremas
Foto: Reprodução/og:image

Um vendaval com rajadas acima de 100 km/h atingiu o Rio de Janeiro na quarta-feira (29), deixando vítimas fatais, derrubando árvores e destelhando imóveis em diversas regiões do estado. A intensidade do fenômeno surpreendeu especialistas, que ainda não conseguem explicar a ausência de alerta prévio nos sistemas de monitoramento.

O evento expõe uma limitação conhecida da meteorologia: a previsão de rajadas localizadas e de curta duração continua sendo um desafio técnico, mesmo com radares e satélites atualizados. Segundo reportagem do G1, pesquisadores afirmam que a dinâmica atmosférica que gerou o vendaval não foi captada com antecedência pelos modelos numéricos utilizados no Brasil.

A falta de aviso prévio impediu que a população e órgãos de defesa civil adotassem medidas de proteção, como a suspensão de atividades ao ar livre ou o reforço em estruturas vulneráveis. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) registrou ventos de 107 km/h na estação do Alto da Boa Vista, valor compatível com tempestades severas, mas o aviso especial só foi emitido após o início dos danos.

Especialistas ouvidos pela imprensa apontam que a topografia carioca, com encostas e adensamento urbano, pode amplificar efeitos de ventos descendentes — correntes de ar que descem rapidamente de nuvens de tempestade e se espalham ao atingir o solo. Esse mecanismo, chamado de downburst, costuma ser muito localizado e de difícil detecção em grade de previsão global.

A comunidade científica defende investimentos em radares de alta resolução e em modelos de área limitada capazes de simular processos de escala de quilômetros. Enquanto a infraestrutura não acompanha a demanda, a recomendação é que a população mantenha atenção a sinais de tempo severo, como céu escuro repentino e queda brusca de temperatura, mesmo sem alerta oficial.

O episódio reforça a necessidade de aprimorar a capacidade de antecipação de eventos extremos, cada vez mais frequentes em cenário de mudanças climáticas.

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