Um veado catingueiro que perdeu uma pata e uma ouriça-cacheira sobrevivente de incêndio recebem cuidados no Instituto de Biologia Marinha e Meio Ambiente, em Santa Cruz das Palmeiras. Batizados de Elliot e Gigi, os animais não têm condições de retornar ao habitat natural e integram o grupo de aproximadamente 80 bichos abrigados na fazenda Palmares.
O veado Elliot teve o membro amputado após um acidente não detalhado pela instituição. Já a ouriça Gigi foi resgatada durante um incêndio e, por ter sido mantida em cativeiro desde filhote, perdeu os instintos de sobrevivência. A equipe do IBIMM avalia que a devolução à natureza representaria risco de morte para ambos.
Segundo reportagem do G1, o instituto mantém atualmente cerca de 80 animais em reabilitação ou moradia permanente na propriedade rural. A estrutura conta com recintos adaptados, acompanhamento veterinário e programa de enriquecimento ambiental para reduzir o estresse do cativeiro.
O IBIMM atua no resgate de fauna silvestre vítima de atropelamentos, queimadas, tráfico e maus-tratos na região de São Carlos e Araraquara. Casos como o de Elliot e Gigi ilustram a demanda por centros de triagem que vão além do atendimento emergencial, oferecendo destino definitivo quando a soltura não é viável.
O modelo de manejo adotado na fazenda Palmares serve de referência para iniciativas de proteção à fauna em outras regiões do país, incluindo estados que buscam ampliar a rede de centros de reabilitação credenciados.
A permanência de animais como Elliot e Gigi em santuários especializados evidencia a necessidade de estrutura contínua para acolher a fauna que não consegue mais viver solta.