Uma disparidade abismal: a mesma caixa de ovos de Páscoa pode custar quase o triplo dependendo do local. Levantamento do Procon-SP em Santos e São Vicente flagrou diferenças de preços que chegam a 169% para produtos idênticos, um reflexo da falta de regulação em um mercado aquecido pela data.
A autarquia vasculhou seis pontos comerciais entre 18 e 20 de março, auditando 142 itens da temporada. O resultado é um retrato da bagunça nos preços: um mesmo produto, por exemplo, foi encontrado a R$ 40 em um lugar e a mais de R$ 100 em outro, expondo a armadilha que pode engordar a conta do consumidor desatento.
Sem uma pesquisa local que espelhe a de São Paulo, o goianiense fica à mercê da mesma lógica predatória. A tendência nacional de alta na semana santa, somada à demanda aquecida até o domingo (5), pressiona os valores. A saída? Virar detetive: percorrer supermercados, padarias e lojas especializadas, anotando preços por quilo e desmontando a embalagem para comparar peso real e composição.