Valmir de Francisquinho (Republicanos), prefeito de Itabaiana (SE), oficializou a renúncia ao cargo nesta quinta-feira (2) para disputar o governo de Sergipe em 2026. O ato foi assinado em cartório com a presença do filho do prefeito, o deputado federal Ícaro de Valmir (PL), e apoiadores. Com a antecipação, ele cumpre a desincompatibilização antes do prazo legal e pode dedicar-se integralmente à campanha eleitoral.
A renúncia foi registrada em cartório e comunicada à Câmara Municipal de Itabaiana. O evento contou com a participação de correligionários e do deputado federal Ícaro de Valmir (PL), que deve atuar como um dos principais aliados na disputa estadual.
Valmir está no segundo mandato como prefeito e sua saída antecipada segue uma prática comum entre gestores que almejam cargos majoritários.
Conforme apurou o G1, a renúncia seguiu os trâmites legais e a Câmara Municipal já foi notificada sobre a decisão.
O Republicanos, partido ao qual é filiado, tem buscado ampliar sua presença em Sergipe, e a candidatura ao governo é vista como parte dessa estratégia.
Com a saída, o vice-prefeito assume a administração municipal até as eleições de 2024.
Com a renúncia, Valmir se coloca oficialmente como pré-candidato ao governo de Sergipe em 2026. A movimentação antecipada permite que ele inicie a campanha com mais tempo, percorrendo o estado e articulando alianças.
O cenário sergipano deve ganhar novos contornos com a entrada de novos atores na disputa pelo Palácio dos Despachos.
Em Goiás, a estratégia de Valmir de Francisquinho é observada com atenção por partidos como Republicanos e PL, que têm forte presença no estado.
Prefeitos de cidades médias goianas, como Anápolis, Rio Verde e Itumbiara, podem ver no exemplo uma inspiração para buscar cargos estaduais em 2026.
A antecipação da renúncia para se dedicar à campanha já foi adotada por gestores goianos, como o ex-prefeito de Goiânia Iris Rezende, que renunciou em 2010 para disputar o governo estadual.
A renúncia de Valmir de Francisquinho reforça a tendência de prefeitos que buscam cargos majoritários estaduais, antecipando desincompatibilizações.
Em Goiás, essa estratégia pode ganhar força entre gestores de médias cidades que almejam projeção estadual nas eleições de 2026.