O Vale dos Dinossauros, em Presidente Epitácio (SP), reabriu em 4 de julho de 2024 com entrada gratuita e novas estruturas para famílias, incluindo nove dinossauros em estilo cartoon, grutas e parede de escalada. O espaço, administrado pela prefeitura local, foi revitalizado com R$ 1,2 milhão em investimentos e agora recebe até 500 visitantes por dia, tornando-se um modelo de turismo educativo e acessível.
O atrativo, voltado especialmente para crianças e pais, integra um plano municipal de fomento ao turismo regional, com foco em experiências lúdicas e educativas sem custo ao visitante. A iniciativa tem gerado aumento no fluxo de turistas da região, que antes dependia de poucos pontos de interesse. A estrutura foi projetada para ser segura, acessível e adaptada a diferentes idades, com áreas sombreadas, banheiros adequados e estacionamento gratuito.
Segundo o G1, a revitalização incluiu a construção de trilhas interpretativas e sinalização didática sobre a pré-história, transformando o parque em um espaço de aprendizado informal. A combinação de diversão e educação tem sido elogiada por pais e educadores, que veem no local uma alternativa viável ao consumo de telas e ao lazer passivo. O sucesso do projeto também estimulou negócios locais, como lanchonetes e lojas de souvenirs.
Enquanto cidades do interior de São Paulo investem em atrativos gratuitos e de baixo impacto ambiental, Goiânia ainda busca modelos sustentáveis de turismo familiar. Parques como o Ecológico e o da Cidade, apesar de amplamente utilizados, carecem de estruturas lúdicas voltadas à infância, como elementos temáticos, brinquedos educativos ou atrações interativas de natureza científica.
A replicação do modelo do Vale dos Dinossauros em parques públicos goianos poderia transformar espaços já frequentados em centros de aprendizado ao ar livre. A ideia, segundo especialistas em urbanismo, não exigiria grandes investimentos — apenas planejamento, parcerias com escolas e uso de materiais recicláveis. Em Goiás, onde o turismo educativo ainda é incipiente, a iniciativa poderia fomentar novos hábitos de lazer e aproximar crianças da ciência e da natureza.
A prefeitura de Presidente Epitácio afirma que o sucesso do projeto se deve à simplicidade e à priorização do público infantil, sem a necessidade de atrativos caros ou tecnológicos. O uso de dinossauros em estilo cartoon, por exemplo, evita custos com efeitos especiais e mantém o foco na imaginação e na brincadeira — princípios que podem ser facilmente adaptados a qualquer cidade brasileira.
O Vale dos Dinossauros demonstra que turismo acessível e educativo é possível mesmo com orçamentos limitados. Para Goiânia, o modelo oferece um caminho concreto para transformar parques públicos em espaços de descoberta, não apenas de passeio.