A Universidade Federal de Rondonópolis desligou uma estudante do curso de Engenharia Agrícola e Ambiental após concluir procedimento administrativo que apurou conduta capacitista contra uma colega com deficiência. A medida foi tomada depois que gravação com falas ofensivas circulou nas redes sociais e gerou repercussão no estado.
O processo administrativo foi instaurado depois que o vídeo, compartilhado amplamente em plataformas digitais, mostrou a aluna proferindo comentários depreciativos sobre a condição da colega. Segundo reportagem do G1, a universidade classificou a conduta como violação direta das normas institucionais de respeito e inclusão.
A expulsão representa a sanção mais severa prevista no regimento da instituição para casos de discriminação. A administração universitária informou que o procedimento seguiu rito processual com ampla defesa e contraditório antes da decisão final.
O episódio reacende o debate sobre a efetividade de políticas de enfrentamento ao capacitismo no ensino superior da região Centro-Oeste. Especialistas apontam que a visibilidade dada pelas redes sociais tem pressionado universidades a tornarem seus processos disciplinares mais transparentes e célere.
A decisão da UFR sinaliza tolerância zero a condutas discriminatórias e reforça a importância de canais de denúncia acessíveis para a comunidade acadêmica.