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Brasil

UFMT exibe documentários de alunos sobre violência contra a mulher em Cuiabá

Sessão aberta na universidade apresentou obras que exploram histórias de mulheres e levanta debate sobre produção acadêmica em Goiás

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Redação Biscoitei
05 de abril de 2026, 11:54 2 min de leitura
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UFMT exibe documentários de alunos sobre violência contra a mulher em Cuiabá

Nesta segunda-feira (6), em Cuiabá, a UFMT promoveu a exibição de dois documentários experimentais de alunos de Jornalismo que tratam da violência contra as mulheres. Os filmes 'Meu corpo, suas regras: vida de Emily Bispo' e 'Terezas: vivências femininas e ensino superior em MT' — dirigidos respectivamente por Bianca Mortelaro e Paulo Luiz — foram projetados em sessão aberta no auditório da universidade, dentro de atividades acadêmicas sobre o assunto. As produções combinam narrativas pessoais e coletivas para discutir autonomia corporal, acesso à educação e resistência feminina no estado, integrando uma disciplina que utiliza o audiovisual como ferramenta de reflexão social, conforme o G1.

Conforme apurou o G1, a exibição contou com debates após as projeções, reunindo estudantes, professoras e representantes de movimentos feministas. A escolha dos temas alinha-se a um crescente movimento nas universidades brasileiras de usar a produção acadêmica para enfrentar problemas sociais urgentes.

Enquanto isso, Goiás registrou mais de 30 mil casos de violência doméstica em 2023, segundo a Secretaria de Segurança Pública, o que evidencia a necessidade de iniciativas que promovam a reflexão sobre o tema, inclusive no meio acadêmico. A exibição na UFMT levanta a questão: será que a UFG e outras instituições de ensino superior de Goiânia e do interior possuem projetos similares de documentários estudantis focados na violência de gênero? Até o momento, não há informações públicas sobre produções audiovisuais nessa linha em Goiás, o que contrasta com a demanda por narrativas que amplifiquem vozes femininas e contribuam para o combate à violência.

Especialistas apontam que projetos assim são fundamentais para formar jornalistas e cidadãos mais sensíveis a questões de gênero. A mostra na UFMT evidencia a universidade como palco de debate social e ressalta o valor do jornalismo experimental no tratamento de temas urgentes, como a violência de gênero, inspirando possíveis replicações em outras regiões.

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