Pular para o conteúdo
Publicidade
Brasil

Túnel Santos-Guarujá é concedido à Mota-Engil; modelo pode inspirar infraestrutura em Goiás

Obra submersa, a primeira do Brasil, deve reduzir tempo de travessia de 40 para 5 minutos e pode servir de referência para projetos regionais

R
Redação Biscoitei
11 de julho de 2026, 19:40 2 min de leitura
Compartilhar:
🎧
OUÇA ESTA MATÉRIA
Túnel Santos-Guarujá é concedido à Mota-Engil; modelo pode inspirar infraestrutura em Goiás
Foto: Reprodução/og:image

O governo de São Paulo assinou nesta semana o Termo de Transferência Inicial que oficializa a concessão do Túnel Submerso Santos-Guarujá à TSG Concessionária S.A., empresa formada pela portuguesa Mota-Engil. A obra, prevista para começar em 2025, será o primeiro túnel submerso do Brasil e tem como objetivo desafogar a Ponte Santos-Guarujá, reduzindo o tempo de travessia de 40 minutos para apenas 5.

Segundo o G1, a Mota-Engil venceu o leilão em setembro de 2023 com proposta de R$ 13,2 bilhões em investimentos e prazo de concessão de 30 anos. O túnel terá 7,8 km de extensão e será construído por segmentos pré-fabricados submersos, tecnologia já utilizada em países como a Noruega e a China. A previsão é que a obra seja concluída em 2030, transformando completamente o transporte entre os dois municípios litorâneos.

A estrutura pode servir como modelo para outras regiões do país que enfrentam desafios semelhantes de mobilidade. Em Goiás, por exemplo, projetos como a duplicação da GO-060 ou a futura ligação entre Goiânia e Aparecida de Goiânia poderiam adotar modelos semelhantes de concessão e financiamento privado, especialmente com a presença consolidada de empresas internacionais como a Mota-Engil no mercado brasileiro.

A presença de empresas portuguesas em grandes infraestruturas brasileiras tem crescido nos últimos anos, com a Mota-Engil já atuando em rodovias e ferrovias no Sul e Sudeste. Essa tendência pode abrir espaço para parcerias semelhantes no Centro-Oeste, onde o governo estadual busca atrair investimentos privados para modernizar vias estratégicas sem aumentar a dívida pública.

Em Goiânia, a logística urbana e a pressão sobre as principais vias de acesso — como a BR-060 e a GO-020 — tornam a discussão sobre túneis e soluções subterrâneas cada vez mais relevante. Embora o clima e a geologia do Centro-Oeste exijam adaptações, o sucesso do túnel paulista pode incentivar estudos técnicos e estudos de viabilidade em projetos regionais.

A conclusão do túnel Santos-Guarujá não só resolverá um gargalo histórico no litoral paulista, mas também pode inspirar novos modelos de infraestrutura no Centro-Oeste, onde a demanda por soluções inovadoras de mobilidade cresce junto com a urbanização.

Compartilhar: