Pular para o conteúdo
Publicidade
Goiânia

TSE registra 1,1 mil denúncias de propaganda irregular nos primeiros dias de campanha

Aplicativo Pardal concentrou queixas; São Paulo, Pernambuco e Paraná lideram ranking de ocorrências

R
Redação Biscoitei
20 de agosto de 2026, 13:01 2 min de leitura
Compartilhar:
🎧
OUÇA ESTA MATÉRIA
TSE registra 1,1 mil denúncias de propaganda irregular nos primeiros dias de campanha
irg_wikimedia

O Tribunal Superior Eleitoral contabilizou 1.103 denúncias de irregularidades na propaganda de candidatos desde o início do período eleitoral, todas formalizadas pelo aplicativo Pardal. Os dados foram divulgados pela corte nesta quinta-feira.

São Paulo aparece no topo da lista com 193 registros, seguido por Pernambuco, com 106, e Paraná, com 102. O levantamento abrange apenas os primeiros dias de campanha oficial, iniciada em 16 de agosto, e reflete a movimentação inicial de fiscais e eleitores nas ruas e nas redes sociais.

Segundo reportagem do Tribuna do Planalto, o Pardal funciona como canal direto entre o cidadão e a Justiça Eleitoral, permitindo o envio de fotos, vídeos e localização de materiais que descumprem a legislação, como propaganda antecipada, uso indevido de bens públicos ou divulgação de fake news.

A ferramenta está disponível gratuitamente para Android e iOS e não exige cadastro prévio para o envio de denúncias, embora a identificação do denunciante seja necessária para que a queixa tramite com prioridade. O TSE orienta que o aplicativo seja usado com responsabilidade, evitando comunicações falsas ou vexatórias.

Especialistas em direito eleitoral avaliam que o volume elevado de queixas nos primeiros dias sinaliza maior vigilância da sociedade, mas alertam que nem toda denúncia resulta em punição. A análise técnica de cada caso cabe aos juízes eleitorais de cada zona, que avaliam provas e enquadramento legal.

Para o eleitor, o caminho mais seguro é documentar a irregularidade com clareza — data, horário, local e conteúdo da propaganda — e acionar o Pardal ou procurar o cartório eleitoral mais próximo. A participação ativa ajuda a coibir abusos e a manter a disputa dentro das regras.

O número expressivo de denúncias iniciais mostra que a fiscalização colaborativa ganhou força. Cabe agora à Justiça Eleitoral dar celeridade às apurações para que a campanha transcorra com equilíbrio.

Compartilhar: