O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recebeu nesta terça-feira (28) o presidente ucraniano Volodimir Zelensky e o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu na Casa Branca. Os encontros abordaram o envio de armas para a Ucrânia e a escalada do conflito com o Irã. Os três líderes estavam em Washington para o funeral do senador republicano Lindsey Graham.
As conversas separadas com Zelensky e Netanyahu ocorreram em sequência, segundo reportagem do G1. Com o líder ucraniano, a pauta girou em torno de novos pacotes de munição e sistemas de defesa aérea. Com Netanyahu, o foco foi a coordenação de pressão sobre o programa nuclear iraniano e a contenção de grupos aliados a Teerã na região.
Graham, morto na véspera, era um dos principais articuladores do apoio bipartidário a Kiev e a Jerusalém no Congresso. Sua ausência deixa vácuo na tramitação de verbas suplementares que dependem de aprovação legislativa. Analistas ouvidos pela imprensa internacional avaliam que a disposição de Trump em manter o fluxo de armamentos será teste decisivo nas próximas semanas.
Do lado econômico, decisões sobre sanções ao petróleo iraniano e a continuidade do corredor de grãos do Mar Negro mexem diretamente com cotações de soja e carne — principais itens da pauta de exportação de Goiás. Qualquer interrupção no fornecimento de energia ou no trânsito marítimo tende a elevar custos de frete e reduzir margens do produtor goiano.
O governo goiano acompanha o cenário por meio da Secretaria de Agricultura, que mantém diálogo com entidades de classe para monitorar impactos cambiais e logísticos. Não há, até o momento, medida emergencial anunciada.
A convergência de crises militares em dois teatros distintos coloca o agronegócio goiano em posição sensível a oscilações externas. O desfecho das negociações em Washington ditará o ritmo de preços e embarques nos próximos meses.