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Brasil

Trump e Xi discutem tarifas e agronegócio em reunião na Casa Branca

Encontro em Washington abrange terras raras, chips, IA e compras agrícolas que podem afetar exportações brasileiras

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Redação Biscoitei
24 de setembro de 2026, 18:00 2 min de leitura
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Trump e Xi discutem tarifas e agronegócio em reunião na Casa Branca
Foto: Reprodução/og:image

Os presidentes dos Estados Unidos e da China sentaram-se à mesa na Casa Branca para negociar uma pauta densa que vai de tarifas comerciais a fornecimento de terras raras, passando por compras de soja e milho, inteligência artificial e tensões geopolíticas.

A reunião desta quinta-feira (24) em Washington colocou frente a frente Donald Trump e Xi Jinping para tratar de um pacote de temas que define a relação bilateral. Segundo reportagem do G1, a conversa incluiu a revisão de tarifas impostas nos últimos anos, garantias de fornecimento de minerais estratégicos e a ampliação de aquisições chinesas de produtos agrícolas americanos.

O capítulo agrícola interessa diretamente ao Brasil. A China é o maior comprador global de soja e milho, e qualquer mudança no fluxo de compras entre Pequim e Washington repercute nos preços internacionais. Goiás, um dos maiores produtores nacionais desses grãos, acompanha de perto se o acordo resultará em desvio de demanda ou em manutenção do atual ritmo de exportações para o mercado chinês.

Além do agronegócio, a pauta tecnológica ganhou peso. O acesso a terras raras — essenciais para eletrônicos, defesa e transição energética — e a disputa por supremacia em semicondutores e inteligência artificial foram pontos centrais. Restrições americanas a chips avançados e a resposta chinesa com controle de exportação de minerais críticos formam o pano de fundo técnico da negociação.

Questões de segurança também estiveram na mesa. Taiwan e o programa nuclear iraniano apareceram como itens de divergência que podem limitar o alcance de entendimentos comerciais. A disposição de ambos os lados em separar a esfera econômica da geopolítica será o teste prático nas próximas semanas.

O desfecho das tratativas ditará custos de insumos, rotas de comércio e disponibilidade de tecnologia para a indústria brasileira nos próximos meses.

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