O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta quarta-feira (5) que um acordo para reabrir o Estreito de Ormuz pode ser concluído hoje ou amanhã. A declaração ocorreu durante entrevista na Califórnia, onde Trump afirmou que Irã e Omã estariam próximos de um entendimento para permitir a retomada da navegação na passagem estratégica.
Segundo reportagem do G1, Trump destacou que o Irã tem apenas mais uma chance para negociar a paz no contexto desse acordo. A reabertura do estreito, por onde passa cerca de 20% do petróleo consumido no mundo, poderia alterar a dinâmica dos conflitos na região e influenciar o comércio internacional de energia.
O Estreito de Ormuz liga o Golfo Pérsico ao Oceano Índico e é a única saída marítima para grandes produtores como Arábia Saudita, Iraque, Emirados Árabes e Kuwait. Qualquer interrupção no fluxo de navios-tanque costuma provocar alta imediata nas cotações do barril, com reflexos em cadeias de abastecimento globais.
Analistas ouvidos por agências internacionais avaliam que um acordo duradouro dependeria de garantias de segurança para petroleiros e de mecanismos de verificação mútua. Omã tem atuado como mediador histórico entre Teerã e potências ocidentais, o que facilita o canal de diálogo atual.
Para o Brasil, que importa derivados de petróleo e exporta óleo cru, a estabilidade no estreito reduz a volatilidade do câmbio e dos preços internos de combustíveis. A Petrobras adota paridade internacional como referência, de modo que choques de oferta no Oriente Médio chegam às bombas e às contas de luz em todo o território nacional.
A expectativa de desbloqueio da rota marítima mais sensível do planeta traz alívio temporário aos mercados, mas a durabilidade do acordo dependerá de compromissos verificáveis entre as partes.