Três pessoas morreram na noite de domingo, 6 de abril de 2025, após um Honda Civic colidir na traseira de um Renault Kwid na Rodovia Castello Branco, em Osasco, na Grande São Paulo. O impacto provocou incêndio no tanque do veículo menor, que explodiu, deixando os ocupantes sem chance de escape. As vítimas ainda não foram identificadas oficialmente.
Segundo o G1, testemunhas afirmaram que o motorista do Civic trafegava em alta velocidade no momento da colisão. O carro menor, o Renault Kwid, foi engolido pelas chamas em poucos segundos, e a explosão do tanque de combustível impediu qualquer tentativa de resgate. O Corpo de Bombeiros de São Paulo chegou ao local em menos de 15 minutos, mas não conseguiu salvar ninguém. A Polícia Rodoviária Federal já iniciou investigação para apurar as causas exatas do acidente e a condição dos veículos envolvidos.
O caso reacende o debate sobre a segurança de veículos populares em rodovias de alta movimentação. Modelos como o Kwid, amplamente usados no Brasil por seu baixo custo, têm estrutura leve e tanques de combustível posicionados em áreas vulneráveis, o que aumenta o risco de incêndio e explosão em colisões traseiras. De acordo com o G1, dados do Denatran mostram que acidentes com incêndio em carros de baixo custo aumentaram 23% entre 2020 e 2024, especialmente em rodovias com velocidades acima de 80 km/h.
Em Goiás, onde modelos populares como Kwid, Onix e HB20 são os mais vendidos, a preocupação é semelhante. As rodovias que ligam Goiânia a outras regiões — como a BR-060 e a GO-040 — têm trechos com alta velocidade e pouca sinalização de risco, o que aumenta a probabilidade de acidentes graves. A falta de normas mais rígidas para a proteção de tanques em veículos leves no Brasil deixa motoristas expostos a riscos que poderiam ser mitigados com design mais seguro.
Apesar de a indústria automobilística alegar que os modelos cumprem os padrões mínimos de segurança exigidos pelo Inmetro, especialistas apontam que essas normas são insuficientes para situações reais de colisão em rodovias. O G1 destacou que países como a União Europeia e os Estados Unidos já implementaram exigências mais duras para a proteção de tanques de combustível em veículos compactos — algo que ainda não foi adotado no Brasil.
O acidente em Osasco não é um caso isolado, mas um alerta sobre a vulnerabilidade de milhares de veículos populares em circulação no país. Em Goiás, onde a mobilidade depende desses modelos, a necessidade de revisão das normas de segurança torna-se urgente.