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Brasil

TRE-BA cassa mandato de vereador de Vitória da Conquista por infidelidade partidária

Diogo Azevedo deixou o União Brasil e se filiou ao PSDB sem justificativa aceita pela Justiça Eleitoral

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Redação Biscoitei
15 de agosto de 2026, 18:30 2 min de leitura
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TRE-BA cassa mandato de vereador de Vitória da Conquista por infidelidade partidária
Foto: Reprodução/og:image

O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia cassou por unanimidade o mandato do vereador Diogo Azevedo, de Vitória da Conquista, por infidelidade partidária. Ele trocou o União Brasil pelo PSDB sem apresentar motivo jurídico válido para a mudança.

A decisão atendeu a ação movida pelo União Brasil após Azevedo se desfiliar em 2023. O relator entendeu que não houve nenhuma das hipóteses previstas em lei que autorizam a troca de legenda sem perda do cargo, como mudança substancial do programa partidário ou grave discriminação pessoal.

Segundo reportagem do G1, o vereador havia sido eleito em 2020 e exercia o mandato até a cassação. A corte determinou a comunicação imediata à Câmara Municipal para que a suplência seja convocada.

A legislação eleitoral permite a desfiliação justificada em casos restritos: incorporação ou fusão de partidos, criação de nova legenda, mudança radical de programa ou perseguição política comprovada. O TRE-BA concluiu que nenhum desses cenários se aplicava.

A jurisprudência do Tribunal Superior Eleitoral tem mantido rigor na aplicação da fidelidade partidária, considerando o mandato propriedade do partido e não do eleito. Decisões recentes reforçam que a simples insatisfação política não autoriza a migração.

A cassação reforça o entendimento de que a fidelidade partidária continua sendo requisito para a manutenção do mandato legislativo no país.

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