Na tarde de segunda-feira (23), em Uberlândia, Minas Gerais, um funcionário de uma transportadora no bairro Marta Helena identificou um pacote suspeito ao sentir um cheiro forte de maconha, segundo a Polícia Militar. A encomenda, destinada a Nova Era (MG), foi apreendida, mas a remetente não foi detida.
O caso destaca a crescente preocupação com o uso de transportadoras para o tráfico de drogas interestadual, especialmente envolvendo Goiás. Em Goiânia, a Polícia Civil já registrou apreensões semelhantes, como em 2023, quando mais de 10 kg de maconha foram interceptados em pacotes com destino à cidade.
Especialistas apontam a necessidade urgente de reforçar a fiscalização no transporte de cargas, utilizando tecnologia avançada como scanners e cães farejadores. A Secretaria de Segurança Pública de Goiás tem realizado operações conjuntas com transportadoras, mas a vasta extensão territorial e o alto volume de encomendas representam desafios significativos.
Segundo o G1, o uso de serviços de encomenda por organizações criminosas é uma tendência crescente, que exige medidas coordenadas entre estados para evitar a consolidação dessas rotas. A eficácia das operações de segurança no Centro-Oeste tem sido questionada, evidenciando a vulnerabilidade do sistema atual.
O incidente em Uberlândia serve como um alerta para a necessidade de ações mais incisivas e integradas entre as forças de segurança estaduais, visando impedir que o tráfico de drogas por encomendas se torne uma prática comum e difícil de combater.