O número de detentos envolvidos em atividades laborais no sistema prisional de Goiás saltou 61,4% no período mais recente, ultrapassando a marca de 6 mil pessoas, conforme dados do anuário da administração penitenciária estadual.
O crescimento foi registrado no último anuário da administração penitenciária de Goiás, documento que consolida estatísticas anuais do sistema. A expansão reflete a ampliação de convênios com empresas e órgãos públicos para absorção de mão de obra carcerária.
Segundo reportagem do Google News Goiânia, o aumento representa a maior variação percentual dos últimos anos e coloca o estado acima da média nacional de ocupação prisional. Atualmente, mais de 6 mil detentos exercem alguma função remunerada dentro ou fora das unidades.
A remuneração segue a legislação vigente: três quartos do salário-mínimo para trabalho interno e um salário-mínimo para externo, com desconto de até 25% para custeio da manutenção do preso. Parte do valor é depositada em conta poupança, acessível após o cumprimento da pena.
Para famílias de detentos em Goiânia e região metropolitana, a renda gerada alivia a pressão financeira e mantém vínculos durante o encarceramento. Especialistas em segurança pública avaliam que a ocupação produtiva reduz a ociosidade e a reincidência, embora alertem para a necessidade de fiscalização das condições de trabalho.
O dado sinaliza avanço na política de ressocialização, mas depende de estrutura contínua para se sustentar como caminho efetivo de reinserção.