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Goiânia

Trabalho prisional em Goiás cresce 61,4% e supera 6 mil detentos

Anuário da administração penitenciária mostra expansão de vagas e aponta para políticas de ressocialização

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Redação Biscoitei
30 de julho de 2026, 07:30 2 min de leitura
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Trabalho prisional em Goiás cresce 61,4% e supera 6 mil detentos
Reprodução/web

O número de detentos envolvidos em atividades laborais no sistema prisional de Goiás saltou 61,4% no período mais recente, ultrapassando a marca de 6 mil pessoas, conforme dados do anuário da administração penitenciária estadual.

O crescimento foi registrado no último anuário da administração penitenciária de Goiás, documento que consolida estatísticas anuais do sistema. A expansão reflete a ampliação de convênios com empresas e órgãos públicos para absorção de mão de obra carcerária.

Segundo reportagem do Google News Goiânia, o aumento representa a maior variação percentual dos últimos anos e coloca o estado acima da média nacional de ocupação prisional. Atualmente, mais de 6 mil detentos exercem alguma função remunerada dentro ou fora das unidades.

A remuneração segue a legislação vigente: três quartos do salário-mínimo para trabalho interno e um salário-mínimo para externo, com desconto de até 25% para custeio da manutenção do preso. Parte do valor é depositada em conta poupança, acessível após o cumprimento da pena.

Para famílias de detentos em Goiânia e região metropolitana, a renda gerada alivia a pressão financeira e mantém vínculos durante o encarceramento. Especialistas em segurança pública avaliam que a ocupação produtiva reduz a ociosidade e a reincidência, embora alertem para a necessidade de fiscalização das condições de trabalho.

O dado sinaliza avanço na política de ressocialização, mas depende de estrutura contínua para se sustentar como caminho efetivo de reinserção.

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