O número de pessoas presas envolvidas em atividades de trabalho no sistema prisional de Goiás saltou de aproximadamente 3,7 mil para mais de 6 mil, alta de 61,4% registrada no Anuário Brasileiro de Segurança Pública. O crescimento coloca o estado na segunda posição nacional no indicador.
Segundo reportagem do Mais Goiás, a expansão reflete a ampliação de vagas em oficinas, hortas, padarias e convênios com empresas privadas dentro das unidades da Secretaria de Administração Penitenciária (SEAP). Hoje, 98% dos estabelecimentos prisionais goianos contam com alguma frente de trabalho ativa.
A remuneração segue a legislação federal: o preso recebe ao menos três quartos do salário-mínimo, com parcelas destinadas a indenização civil, assistência à família, poupança para a saída e custeio pessoal. A SEAP informa que a ocupação produtiva reduziu infrações disciplinares em 27% nos últimos dois anos.
Especialistas em execução penal ouvidos pela publicação associam a oferta de trabalho à queda da reincidência, embora o anuário não traga série histórica comparável para Goiás. O Ministério da Justiça e Segurança Pública destaca o estado como referência na implementação da Lei de Execução Penal no eixo laboral.
A universalização do trabalho prisional em Goiás consolida a política de ressocialização como eixo central da gestão penitenciária estadual.