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Goiânia

Trabalho de presos cresce 61,4% em Goiás e ultrapassa 6 mil detentos

Anuário Brasileiro de Segurança Pública aponta segundo maior avanço do país; quase todas as unidades já oferecem atividade laboral

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Redação Biscoitei
26 de julho de 2026, 12:00 2 min de leitura
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O número de pessoas presas envolvidas em atividades de trabalho no sistema prisional de Goiás saltou de aproximadamente 3,7 mil para mais de 6 mil, alta de 61,4% registrada no Anuário Brasileiro de Segurança Pública. O crescimento coloca o estado na segunda posição nacional no indicador.

Segundo reportagem do Mais Goiás, a expansão reflete a ampliação de vagas em oficinas, hortas, padarias e convênios com empresas privadas dentro das unidades da Secretaria de Administração Penitenciária (SEAP). Hoje, 98% dos estabelecimentos prisionais goianos contam com alguma frente de trabalho ativa.

A remuneração segue a legislação federal: o preso recebe ao menos três quartos do salário-mínimo, com parcelas destinadas a indenização civil, assistência à família, poupança para a saída e custeio pessoal. A SEAP informa que a ocupação produtiva reduziu infrações disciplinares em 27% nos últimos dois anos.

Especialistas em execução penal ouvidos pela publicação associam a oferta de trabalho à queda da reincidência, embora o anuário não traga série histórica comparável para Goiás. O Ministério da Justiça e Segurança Pública destaca o estado como referência na implementação da Lei de Execução Penal no eixo laboral.

A universalização do trabalho prisional em Goiás consolida a política de ressocialização como eixo central da gestão penitenciária estadual.

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