Durante a onda de calor de julho de 2024 na França, a Torre Eiffel se expandiu cerca de 10 centímetros devido à dilatação térmica do ferro. O fenômeno, registrado por sensores de monitoramento, é natural e previsto, ocorrendo sempre que o metal aquece. Em Goiânia, onde temperaturas ultrapassam 38°C no verão, estruturas urbanas sofrem o mesmo efeito — mas com menos atenção pública.
A expansão da Torre Eiffel ocorre porque o ferro, material principal da estrutura, aumenta seu volume quando exposto ao calor. Segundo o G1, o fenômeno é controlado e não compromete a integridade da torre, que foi projetada para suportar variações térmicas. A elevação é uniforme, com a estrutura se elevando de forma simétrica, e o mesmo ocorre em pontes, trilhos e viadutos ao redor do mundo.
Conforme apurou o G1, a dilatação térmica é um fenômeno bem documentado na engenharia civil. Em Goiás, onde os termômetros registram picos de calor quase todos os verões, pontes como a do Jardim Botânico e viadutos da Avenida Anhanguera também apresentam pequenas variações dimensionais. Embora não haja relatos de danos, especialistas apontam que a falta de manutenção preventiva pode agravar fissuras e desgastes ao longo do tempo.
De acordo com G1, o mesmo princípio físico que faz a Torre Eiffel crescer explica por que trilhos de trem podem empenar e calçadas racharem em cidades quentes. Em Goiânia, onde a temperatura média no verão chega a 35°C e os picos ultrapassam 38°C, a expansão dos materiais é constante — mas raramente monitorada por órgãos públicos. A ausência de sistemas de sensorização, como os da Torre Eiffel, dificulta a prevenção de problemas estruturais.
A ciência por trás da dilatação térmica é simples: ao ser aquecido, os átomos de um material metálico vibram mais, ocupando mais espaço. Em Goiás, onde o concreto e o aço são amplamente usados em infraestrutura, esse efeito pode acelerar o desgaste de pontes, viadutos e até prédios públicos. A diferença é que, na França, o monitoramento é contínuo; aqui, a maioria das obras não tem sistemas de alerta.
O crescimento da Torre Eiffel com o calor é um lembrete visível da física em ação — e um alerta para cidades como Goiânia, onde o clima exige mais atenção à manutenção da infraestrutura. Ignorar esses fenômenos naturais pode transformar pequenas variações em grandes custos futuros.