Um torcedor de 32 anos sofreu amputação da ponta do dedo mindinho da mão direita após um rojão explodir em sua mão durante a transmissão do jogo entre Brasil e Sérvia, na Copa América, em um bar de Jaraguá, Goiás. O incidente, registrado em vídeo por outros clientes, aconteceu na noite de 22 de junho de 2024 e gerou repercussão nas redes sociais.
O homem foi encaminhado de urgência ao Hospital Regional de Jaraguá, onde passou por cirurgia para tratar a lesão. A Polícia Militar foi chamada ao local, mas não houve prisão, já que o uso de fogos de artifício em ambientes fechados é proibido por lei municipal, mas a autuação é rara. A prática, comum em bares e casas noturnas durante jogos da seleção, segue em pleno desrespeito às normas de segurança.
Segundo o Mais Goiás, o incidente ocorreu em um dos muitos bares da região metropolitana de Goiânia onde a tradição de soltar rojões durante partidas da seleção se tornou quase ritualística. Apesar das multas previstas e do risco evidente, a fiscalização é mínima e, em muitos casos, inexistente, mesmo após alertas de órgãos de saúde e defesa civil.
Em Goiânia e cidades vizinhas, como Águas Lindas e Valparaíso, a venda e o uso de fogos de artifício em locais fechados são expressamente proibidos por leis municipais desde 2018. No entanto, a falta de fiscalização efetiva e a cultura de normalização do perigo transformam essas leis em papel sem efeito prático, especialmente em épocas de competições esportivas.
O caso de Jaraguá reforça o alerta de especialistas em segurança pública: acidentes com fogos de artifício em ambientes fechados são evitáveis, mas continuam ocorrendo por descaso coletivo. A ausência de campanhas educativas e de punições reais para estabelecimentos que permitem o uso de rojões mantém a população em risco constante.
O acidente em Jaraguá não é um caso isolado, mas um sintoma de uma cultura de risco que persiste por negligência institucional e falta de conscientização. Sem mudanças reais, mais torcedores podem se tornar vítimas.