Um terremoto atingiu a Colômbia na segunda-feira (10) e deixou 294 mortos e 3.935 feridos, segundo balanço mais recente da Unidade Nacional para a Gestão do Risco de Desastres (UNGRD). O sismo destruiu 14.493 residências e danificou outras 81.506, forçando milhares de pessoas a viverem em acampamentos improvisados enquanto equipes de resgate vasculham os escombros.
A atualização dos números foi divulgada pela UNGRD e confirmada por reportagem do G1. As buscas continuam em áreas de difícil acesso, onde deslizamentos de terra bloquearam estradas e isolaram comunidades inteiras. Autoridades alertam que o total de vítimas pode aumentar conforme as equipes alcançam localidades remotas.
Além das perdas humanas e materiais, o desastre comprometeu infraestrutura de água, energia e comunicações em várias províncias. Hospitais da região operam acima da capacidade, e a ajuda humanitária internacional começou a chegar ao país nas últimas 24 horas. A prioridade agora é garantir abrigo, água potável e assistência médica aos desabrigados.
A Colômbia está localizada sobre o Cinturão de Fogo do Pacífico, zona de alta atividade sísmica. O país registra tremores frequentes, mas eventos desta magnitude são menos comuns. Especialistas em gestão de risco apontam que a combinação de solo instável, ocupação em áreas de risco e edificações sem reforço estrutural amplia o impacto quando o solo treme.
O episódio reforça a necessidade de protocolos de emergência testados e investimento em edificações resilientes, lição que vale para qualquer região exposta a riscos geológicos.