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Brasil

Terra da Gente revela o dourado, o peixe mais rápido do Brasil, e inspira Goiás na pesca esportiva

Enquanto o Rio Uruguai valoriza cultura alemã e turismo de pesca, Goiás tem rios com biodiversidade semelhante, mas pouco explorados

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Redação Biscoitei
10 de julho de 2026, 13:36 3 min de leitura
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Terra da Gente revela o dourado, o peixe mais rápido do Brasil, e inspira Goiás na pesca esportiva
Foto: Reprodução/og:image

Em maio de 2024, a equipe do programa Terra da Gente, da TV Brasil, visitou Porto Xavier, no Rio Grande do Sul, para registrar a pesca esportiva do dourado, considerado um dos peixes mais velozes do Brasil. A reportagem também destacou a forte influência cultural alemã na região, que combina tradições gastronômicas e ambientais em um modelo de turismo sustentável.

O dourado, espécie nativa do Rio Uruguai, é alvo de pescadores esportivos por sua velocidade e força, tornando-se símbolo da pesca de alto desempenho na região. Segundo o G1, a Embrapa Pesca e Aquicultura aponta que o peixe pode atingir até 60 km/h em curtos trechos, o que o torna um dos mais ágeis das águas brasileiras. A área ao redor do rio, com sua biodiversidade rica e preservada, atrai turistas de todo o país, especialmente entre os meses de outono e inverno.

A cultura alemã, presente desde o século XIX, é outro pilar do turismo local: festas tradicionais, cervejas artesanais e o churrasco de carne suína são experiências integradas à prática da pesca, criando um ecossistema cultural e econômico único. Conforme apurou o G1, a Secretaria de Turismo do Rio Grande do Sul registrou aumento de 22% no fluxo de visitantes dedicados à pesca esportiva entre 2022 e 2023, impulsionado por pacotes que combinam natureza, gastronomia e história.

No Centro-Oeste, rios como o Paraná e o Araguaia, que cortam Goiás, abrigam espécies semelhantes ao dourado, como o tucunaré e o piauçu, igualmente ágeis e valorizados por pescadores. No entanto, segundo o G1, a infraestrutura turística e a promoção integrada dessas atividades ainda são incipientes em comparação com o modelo gaúcho. A biodiversidade aquática goiana é reconhecida pelo ICMBio, mas falta uma política pública que conecte cultura local, preservação ambiental e atração de visitantes.

Em Goiânia, onde o acesso aos rios é mais facilitado por infraestrutura urbana e conectividade, há potencial para replicar o sucesso de Porto Xavier. A cidade poderia desenvolver roteiros de pesca esportiva associados a eventos culturais, como festivais de comida regional e exposições sobre tradições indígenas e ribeirinhas. A valorização desses recursos naturais e culturais não apenas impulsionaria a economia local, mas também fortaleceria a conservação dos cursos d'água.

O modelo de Porto Xavier mostra que pesca esportiva não é só sobre o peixe — é sobre cultura, preservação e identidade. Goiás tem os rios, a fauna e a história; falta apenas o planejamento estratégico para transformar esse potencial em realidade.

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