O tenente-coronel da Polícia Militar de Goiás, Geraldo Neto, foi preso em 18 de setembro no Presídio Militar Romão Gomes, em São Paulo, acusado de assassinar sua esposa, a soldado Gisele Alves, segundo o G1.
O caso levanta questões sobre a eficácia dos protocolos internos da PM de Goiás para lidar com violência doméstica, um problema que, segundo especialistas, é agravado por ressentimento masculino e misoginia, como apontado em um estudo sobre feminicídios em Pernambuco.
Geraldo Neto foi transferido para São Paulo por decisão judicial, apesar de Goiás possuir unidades prisionais militares, o que, segundo especialistas, pode ter sido motivado por questões de segurança e imparcialidade nos procedimentos.
O Presídio Militar Romão Gomes é notório por abrigar policiais condenados por crimes de grande repercussão, incluindo Mizael Bispo e Cabo Bruno, o que destaca a gravidade do caso envolvendo o tenente-coronel.
A PM de Goiás afirmou estar colaborando com as investigações e destacou a existência de regulamentos contra violência entre seus membros, mas a aplicação prática dessas normas está sob escrutínio, especialmente após este caso.