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Brasil

Tenente-coronel acusado de feminicídio pode ser expulso da PM de SP

Processo administrativo com Conselho de Justificação será aberto; caso evidencia violência doméstica nas forças de segurança e levanta debate sobre políticas preventivas em Goiás.

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Redação Biscoitei
31 de março de 2026, 03:20 2 min de leitura
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Tenente-coronel acusado de feminicídio pode ser expulso da PM de SP

A Polícia Militar de São Paulo abrirá processo administrativo contra um tenente-coronel de 53 anos acusado de assassinar a esposa, uma soldado de 32 anos. O oficial está preso desde a última semana após a morte da vítima, identificada como Gisele Alves. O processo pode resultar na expulsão do coronel da corporação, mediante avaliação de um Conselho de Justificação. O crime ocorreu na residência do casal na capital paulista, segundo investigações preliminares. Gisele Alves também era policial militar, o que adiciona uma dimensão de violência dentro da própria instituição.

A prisão do tenente-coronel foi decretada pela Justiça Estadual, e ele responde por homicídio qualificado, com agravante de feminicídio. Segundo o G1, a PM de São Paulo confirmou a abertura do processo administrativo disciplinar. O Conselho de Justificação, composto por oficiais superiores, analisará a conduta do acusado e sua adequação aos valores da corporação. Apenas após essa avaliação interna, a corporação decidirá sobre a continuidade do oficial na ativa.

Casos de violência doméstica envolvendo policiais militares têm sido alvo de crescente preocupação em todo o país. A profissão, com acesso a armas e cultura de autoridade, pode agravar os riscos de agressões contra mulheres. A própria estrutura das corporações, muitas vezes hierárquica e fechada, dificulta a identificação e denúncia desses casos.

Em Goiás, a PM estadual possui regimentos disciplinares e canais para denúncia de violência doméstica entre seus membros. Especialistas questionam, no entanto, a efetividade desses mecanismos e a existência de programas preventivos específicos. O caso de São Paulo serve como alerta para que as autoridades goianas reavaliem suas políticas internas de combate à violência contra a mulher.

A expulsão do tenente-coronel, se confirmada, enviará um forte sinal sobre a tolerância zero à violência contra a mulher dentro das forças de segurança. Para Goiás, o episódio reforça a urgência de medidas concretas para proteger as policiais e prevenir feminicídios dentro da própria corporação.

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