O Projeto Tamar confirmou o início da temporada reprodutiva das tartarugas marinhas em Fernando de Noronha. O primeiro ninho foi identificado na sexta-feira (3) na praia do Sancho, e a contagem já chega a 40 ninhos monitorados pela equipe da ONG.
A marca supera o começo da temporada anterior, que terminou com 263 ninhos totais — número considerado dentro da média histórica pela organização. A projeção para este ciclo é ultrapassar 300 desovas até o encerramento do período, em junho.
Segundo reportagem do G1, o monitoramento diário nas praias do arquipélago permite identificar e proteger cada ninho desde a postura até a eclosão dos filhotes, trabalho que envolve pesquisadores e voluntários em turnos contínuos.
Em Goiás, a conservação de quelônios segue outra dinâmica: projetos como o Quelônios do Araguaia atuam na proteção de tartarugas de água doce nas praias fluviais do rio Araguaia, com manejo de ninhos e soltura de filhotes coordenados por instituições de pesquisa e comunidades ribeirinhas.
As duas frentes — marinha em Noronha, dulcícola no Araguaia — compartilham desafios como a predação de ovos, a alteração de áreas de desova e a necessidade de engajamento local para garantir a sobrevivência das espécies.
O início da temporada em Noronha reforça a importância do monitoramento contínuo para a conservação das tartarugas marinhas no Brasil.