A Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia planeja implementar um serviço de telemedicina capaz de absorver até 30 mil atendimentos de baixa complexidade que hoje sobrecarregam as Unidades de Pronto Atendimento. O contrato, estimado em até R$ 36 milhões anuais, tem previsão de começar a operar em setembro.
Segundo reportagem do Jornal Opção, o secretário Luiz Pellizzer afirmou que a medida visa reduzir filas e tempo de espera nas UPAs, direcionando casos mais simples para consultas remotas. A iniciativa integra estratégia da pasta para reorganizar o fluxo de urgência e emergência na capital.
O modelo prevê que pacientes com queixas de menor gravidade — como sintomas gripais leves, pequenos ferimentos ou renovação de receitas — sejam triados e atendidos por videochamada, liberando estrutura física e equipes para quadros mais graves. A economia projetada inclui menor consumo de insumos e otimização de escalas médicas.
A Secretaria Municipal de Saúde ainda não detalhou qual empresa ou plataforma operará o serviço, nem os critérios técnicos de triagem que definirão quem será encaminhado à telemedicina. O edital de contratação deve ser publicado nas próximas semanas, com exigências de prontuário eletrônico integrado à rede municipal.
Especialistas em gestão hospitalar ouvidos pela reportagem apontam que a experiência de outras capitais mostra redução de até 25% no volume de UPAs quando a telemedicina é bem implementada, mas alertam para a necessidade de garantir acesso a populações com menor letramento digital ou sem internet estável.
Se confirmada a adesão esperada, a telemedicina pode se tornar a maior mudança no atendimento de urgência de Goiânia nos últimos anos, com impacto direto no tempo de espera de quem busca as UPAs.