A implementação da telemedicina na rede municipal de Goiânia tem potencial para reduzir o custo médio por atendimento de R$ 220 para R$ 66, segundo o secretário municipal de saúde. A projeção foi divulgada pelo portal Mais Goiás.
A economia de 70% por paciente permitiria realocar recursos para ampliar especialidades, comprar insumos e contratar mais profissionais nas unidades presenciais. O secretário destacou que o modelo digital também deve diminuir a pressão sobre as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), hoje sobrecarregadas com casos de baixa complexidade.
Pacientes com queixas leves — como resfriados, dores de cabeça ou renovação de receitas — seriam atendidos por videochamada, liberando leitos e equipes para urgências reais. A medida acompanha tendência já testada em outras capitais, onde a telemedicina absorveu até 30% da demanda ambulatorial nos primeiros meses.
A pasta não informou cronograma de implantação nem quantos usuários seriam contemplados na fase inicial. A expectativa é que o edital de contratação da plataforma saia ainda neste semestre, com treinamento das equipes nas semanas seguintes.
Se confirmada a projeção, a telemedicina pode se tornar a maior iniciativa de eficiência na saúde municipal dos últimos anos, com impacto direto no tempo de espera da população.