A pré-candidata ao Senado Federal Simone Tebet (PSB) associou o movimento Red Pill à extrema direita e afirmou que falta vontade política para enfrentar a violência contra a mulher. A declaração ocorreu durante entrevista à rádio CBN Campinas nesta sexta-feira (24).
Em participação no programa da emissora, Tebet descreveu o Red Pill como grupo que dissemina teorias da conspiração preconceituosas dirigidas às mulheres. A ex-ministra do Planejamento não detalhou propostas legislativas específicas, mas reforçou a necessidade de ação institucional mais efetiva.
Segundo reportagem do G1, a fala da parlamentar insere-se em debate nacional sobre o avanço de discursos misóginos em ambientes digitais e sua relação com casos de violência. O movimento Red Pill, originado em fóruns online, prega a superioridade masculina e costuma ser monitorado por órgãos de direitos humanos.
Em Goiás, a Secretaria de Estado da Mulher mantém programas de enfrentamento à violência doméstica e campanhas educativas em escolas, mas não há, até o momento, iniciativa legislativa estadual voltada especificamente ao combate a grupos organizados de ódio de gênero.
Especialistas em segurança pública ouvidos pelo portal apontam que a tipificação de crimes motivados por misoginia e o monitoramento de comunidades extremistas são lacunas que dificultam a atuação policial preventiva no estado.
A cobrança por vontade política ecoa demandas de movimentos feministas por respostas estruturais, não apenas punitivas, ao fenômeno.