A partir de 13 de julho de 2024, a tarifa do transporte coletivo em Jacareí, no interior de São Paulo, passou de R$ 4,20 para R$ 4,50 no cartão comum e por aproximação. O pagamento em dinheiro passou a custar R$ 5,00, e a tarifa escolar foi reajustada para R$ 2,70, conforme decreto municipal publicado em 3 de julho. O aumento, justificado por estudos técnicos de custos e inflação, reflete uma tendência observada em diversas cidades do Sudeste.
O reajuste em Jacareí foi calculado com base na tarifa técnica, que considera despesas com combustível, manutenção de frota, salários e outros custos operacionais. A prefeitura afirmou que o aumento é necessário para manter a qualidade e a sustentabilidade do serviço, que atende cerca de 80 mil passageiros diariamente. O novo valor foi aprovado após análise da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Município.
Segundo o G1, o aumento em Jacareí está alinhado a outras cidades paulistas que, nos últimos meses, ajustaram tarifas após períodos de estabilidade. Em São Paulo capital, a passagem custa R$ 5,50, enquanto em Campinas e Sorocaba os valores estão entre R$ 4,80 e R$ 5,20. O reajuste em Jacareí representa um incremento de 7,1% no cartão e 19% no pagamento em dinheiro — percentual mais alto que a inflação acumulada no período, segundo dados do IPCA.
Em comparação, cidades do Centro-Oeste apresentam modelos distintos de financiamento. Em Goiânia, a tarifa permanece em R$ 4,80 desde 2023, com debates sobre novo reajuste adiados para o segundo semestre. A Prefeitura de Goiânia ainda não divulgou estudo técnico ou cronograma, mas a categoria de transporte público já solicitou revisão por conta da alta nos custos com diesel e peças. Em Cuiabá, a passagem custa R$ 4,50, e em Campo Grande, R$ 4,40, com subsídios municipais mais expressivos.
Em Goiás, a ausência de reajuste nos últimos 16 meses tem gerado pressão de sindicatos e usuários, que apontam deterioração da qualidade do serviço. Enquanto Jacareí optou por ajuste transparente, baseado em estudo técnico, Goiânia ainda não apresentou um plano formal, o que gera incerteza entre os passageiros. A diferença nos modelos reflete também a capacidade de investimento público e a estrutura de subsídios em cada cidade.
O reajuste em Jacareí evidencia a pressão financeira sobre os sistemas de transporte público em cidades de médio porte. Em Goiânia, a espera por uma definição pode influenciar diretamente o bolso de milhares de trabalhadores que dependem do ônibus para o deslocamento diário.