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Brasil

Tarifa de 12,5% dos EUA sobre produtos brasileiros preocupa exportadores goianos

Medida anunciada sob justificativa de combater trabalho forçado pode encarecer soja, carne e milho de Goiás no mercado americano

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Redação Biscoitei
25 de julho de 2026, 08:00 2 min de leitura
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Tarifa de 12,5% dos EUA sobre produtos brasileiros preocupa exportadores goianos
Foto: Reprodução/og:image

O governo dos Estados Unidos aplicou tarifa adicional de 12,5% sobre importações do Brasil alegando falhas no combate ao trabalho forçado nas cadeias globais. Especialistas ouvidos pela imprensa internacional alertam que a medida pode ter efeito inverso ao declarado.

A taxação atinge diretamente setores que sustentam a balança comercial goiana. Soja, carne bovina e milho figuram entre os principais produtos embarcados para o mercado americano, e o custo extra reduz a competitividade dessas commodities nas gôndolas dos EUA.

Segundo reportagem do G1, a administração americana incluiu o Brasil em lista de 86 países considerados sem mecanismos adequados para barrar bens produzidos com trabalho forçado. A justificativa oficial cita riscos nas cadeias de suprimento, mas não detalha setores ou empresas específicas.

Pesquisadores de comércio internacional ponderam que o encarecimento das exportações tende a pressionar margens de produtores e cooperativas, o que pode estimular informalidade no campo — justamente o oposto do objetivo declarado pela Casa Branca.

O Ministério das Relações Exteriores ainda não se manifestou oficialmente sobre possíveis contestações na Organização Mundial do Comércio. Enquanto isso, entidades do agronegócio goiano avaliam o impacto financeiro da sobretaxa nas safras atuais e nos contratos futuros.

A tarifa cria incerteza para um dos principais destinos das exportações goianas e reacende o debate sobre como medidas unilaterais afetam economias regionais dependentes do agronegócio.

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