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Brasil

Suspeita nega organização de evento de rope jump que matou jovem em Brasília

Evelyne dos Santos, presa desde abril, afirma não ter conhecimento técnico sobre a prática, que ganha espaço perigoso em parques de Goiânia

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Redação Biscoitei
06 de julho de 2026, 22:13 2 min de leitura
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Suspeita nega organização de evento de rope jump que matou jovem em Brasília
Foto: Reprodução/og:image

Evelyne dos Santos Gonçalves, presa desde abril de 2024, negou em carta divulgada por sua defesa ser a organizadora do evento de rope jump em que Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 20 anos, morreu em Brasília. A jovem foi lançada sem cordas no Parque da Cidade em 29 de março, e o caso é investigado como homicídio culposo. Enquanto a polícia aponta Evelyne como líder do grupo, ela afirma não ter conhecimento técnico sobre a prática.

Segundo o G1, a Polícia Civil do Distrito Federal identificou Evelyne como a principal organizadora de eventos de rope jump em que jovens se lançavam de alturas com ou sem equipamentos de segurança. A suspeita foi presa em abril, após investigação que mapeou grupos ativos em redes sociais. Ela, no entanto, sustenta em documento enviado à Justiça que não tinha capacidade técnica para avaliar riscos ou montar estruturas de segurança.

O caso ganhou repercussão nacional e despertou alertas em Goiânia, onde grupos de jovens têm realizado práticas semelhantes em parques como o Jardim Botânico e o Parque Vaca Brava. Apesar da morte de Maria Eduarda, não há regulamentação específica para esses eventos no estado, e as autoridades locais ainda não implementaram fiscalização direta nos locais. A prática, apesar de viralizada em redes sociais, permanece sem supervisão técnica ou legal.

Conforme apurou o G1, o rope jump surgiu como uma modalidade de lazer extremo inspirada em atividades como o bungee jumping, mas sem os equipamentos de segurança obrigatórios. Em outros países, como os EUA e a Austrália, a prática é proibida ou rigorosamente controlada por leis de segurança. No Brasil, a ausência de normas federais permite que eventos sejam organizados de forma informal, muitas vezes por participantes sem treinamento.

Em Goiás, a Secretaria de Estado de Cultura e Turismo informou que não possui competência para regular atividades recreativas em parques públicos, deixando a fiscalização a cargo da Secretaria de Segurança Pública e dos órgãos municipais. A Prefeitura de Goiânia, por sua vez, afirmou que não há denúncias formais sobre eventos de rope jump na capital, mas que está monitorando o cenário por meio de equipes de patrulhamento nos parques.

A ausência de regulamentação e a popularidade crescente da prática entre jovens tornam o rope jump um risco latente em Goiânia. A tragédia em Brasília serve como alerta para a necessidade de ações preventivas, mesmo sem casos registrados no estado.

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