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Brasil

Super El Niño ameaça safra de soja e pressiona economia de Goiás

Fenômeno climático intenso pode reduzir produtividade no estado, maior produtor do Centro-Oeste

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Redação Biscoitei
14 de agosto de 2026, 07:30 2 min de leitura
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Super El Niño ameaça safra de soja e pressiona economia de Goiás
Foto: Reprodução/og:image

Um El Niño de intensidade excepcional se forma no Pacífico e já preocupa meteorologistas e produtores rurais. O fenômeno altera regimes de chuva em toda a América Latina, região que responde pela maior fatia das exportações globais de alimentos.

Segundo reportagem do G1, modelos climáticos indicam que o episódio em curso pode superar em força os eventos de 1997-98 e 2015-16. Chuvas acima da média no Sul e seca prolongada no Norte e Nordeste compõem o padrão clássico, mas a magnitude prevista amplia o risco de perdas generalizadas nas lavouras.

Em Goiás, a soja ocupa cerca de 4,5 milhões de hectares e sustenta cadeia que vai do campo à indústria de biodiesel e ração animal. Excesso de umidade no plantio ou na colheita reduz qualidade dos grãos, enquanto veranicos no ciclo reprodutivo cortam produtividade. O estado lidera a produção no Centro-Oeste e qualquer quebra reverbera no PIB estadual.

A economia goiana depende do agronegócio para cerca de 30% do valor adicionado. Menor oferta de soja pressiona cotações no mercado interno, encarece ração para suínos e aves e eleva custo da cesta básica. O efeito em cascata atinge transportadores, cooperativas e municípios que dependem do ICMS agropecuário.

A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) monitora o cenário porque a América Latina abastece 60% do comércio mundial de soja e 40% do milho. Falhas simultâneas em Brasil, Argentina e Paraguai — os três grandes exportadores do cone Sul — criariam aperto de oferta difícil de compensar por outros continentes.

Produtores goianos já ajustam calendário e investem em variedades de ciclo mais curto para escapar da janela de maior instabilidade climática.

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