Pesquisas Datafolha e Quaest divulgadas nesta semana apontam empate técnico entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) na região Sudeste, maior colégio eleitoral do país. O levantamento foi revelado na véspera da votação deste domingo, quando 63,3 milhões de eleitores de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro vão às urnas.
Os dois institutos mostram oscilação dentro da margem de erro nos três estados que somam 40,1% do eleitorado nacional. Em São Paulo, maior colégio do país, a diferença entre os candidatos não ultrapassa dois pontos percentuais nos cenários estimulados.
Minas Gerais e Rio de Janeiro replicam o equilíbrio, com vantagens que se invertem a depender do instituto e do recorte demográfico. A concentração de votos no Sudeste faz com que pequenas variações na região ampliem ou reduzam a vantagem nacional em milhões de sufrágios.
Segundo reportagem do G1, a divulgação dos números ocorre em meio a intensa mobilização de campanha nos últimos dias, com ambos os candidatos priorizando agendas nas capitais e no interior paulista, mineiro e fluminense. A coordenação das campanhas trata a região como peça-chave para definir o resultado já no primeiro turno ou forçar segundo turno.
Historicamente, o Sudeste vota de forma alinhada ao vencedor nacional nas últimas seis eleições presidenciais. A única exceção ocorreu em 2006, quando a região deu vantagem a Geraldo Alckmin (PSDB) no primeiro turno, mas Lula venceu no segundo.
A disputa acirrada eleva a relevância de cada voto nas 1.642 cidades da região. Analistas ouvidos pela imprensa nacional destacam que a abstenção e os votos brancos e nulos podem ser o fator de desempate, sobretudo em municípios de médio porte onde a logística de transporte ao local de votação ainda é desafio.
O resultado no Sudeste deve ditar o ritmo da apuração nacional na noite de domingo e indicar se a eleição se resolve em uma etapa ou se estende por mais quatro semanas de campanha.