O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) intensifique a vigilância na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro em Brasília, durante sua prisão domiciliar de 90 dias, segundo a Folha Poder.
A decisão, tomada em 24 de março, visa garantir o cumprimento das restrições impostas a Bolsonaro, que incluem o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de acessar redes sociais. A PMDF será responsável por revistar visitas e apreender celulares, evitando que o ex-presidente mantenha contato com o exterior, conforme relatado pela Folha Poder.
Especialistas apontam que a medida estabelece um precedente no rigor do cumprimento de medidas cautelares, especialmente por se tratar de uma figura pública. Em Goiás, estado que deu ampla vitória a Bolsonaro em 2022, o caso reacende debates sobre o uso de tecnologias de monitoramento e a atuação da justiça.
O monitoramento eletrônico, como o uso de tornozeleiras, já é uma prática comum em Goiás para presos provisórios. No entanto, a vigilância policial fixa em residência é considerada atípica, o que levanta questionamentos sobre sua eficácia e custos, segundo discussões locais.
A decisão do STF não apenas reforça o controle sobre Bolsonaro, mas também coloca em evidência o sistema de justiça em Goiás, onde o debate sobre monitoramento eletrônico ganha novo impulso. A medida é vista como um marco na aplicação de medidas cautelares para figuras públicas.